Girls Along The Road

domingo, 4 de outubro de 2009 | Published in | 1 comentários

Um breve intervalo na história que estou a contar apenas para contar outra história. O álcool que percorre meu sangue é a única coisa que me mantém lúcido o suficiente para poder destilar com todo o ódio que habita em mim os acontecimentos dessa noite. E antes de entrar em maiores detalhes da desgraça, sou obrigado a dizer que o único alvo de todo o ódio que sinto nesse momento é apenas uma pessoa: eu mesmo.
Num determinado show que ocorreu nesta cidade eu encontrei com uma mulher com a qual já tinha ficado mas que ainda conseguia mexer comigo. O simples sorriso que ela me deu serviu para que as semanas seguintes fossem diferentes, pois sempre me lembrava dela com uma alegre, e idiota, expressão de felicidade em meu rosto. Devido a essa expressão eu tomei a coragem de voltar a manter contato com ela, fazendo com que aquele antigo endereço de MSN, a muito esquecido voltasse a ser utilizado. A semana foi ótima, com uma longa troca de e-mails e algumas conversas interessantes. E falar com ela me fez bem, pois a simples possibilidade de encontrá-la alegrou meu fim de semana.
Antes de encontrar com essa mulher me vi envolvido numa festa de família. E esta de festa de família me causou extrema agonia, pois o tempo não passava e a vontade de ver essa mulher me corria por dentro. Sai as pressas dessa festa, com o único intuito de ver a mulher dos cabelos vermelhos num bar dessa cidade. No carro fui ensaiando o que falar pra ela e podia já sentir os lábios dela tocando nos meus. Mas infelizmente o mundo não é perfeito e eu muito menos, assim que vi essa mulher que mexeu tanto comigo eu tive a mais inesperada das reações: eu travei! Não conseguia falar com ela direito, não conseguia me expressar, e somente tinha poucas frases desconexas balbuciadas ao tentar impressioná-la. Eu não conseguia ser eu mesmo e tudo isso devido a apenas um sorriso que ela me deu, um sorriso que me desmontou e me transformou num outro ser cujo dom da fala fora negado.
Eu somente podia olhar pra ela e sentir meu peito quase explodindo com as batidas do meu coração. Todas as frases ensaiadas foram esquecidas em instantes. Eu conseguia conversar com os meus amigos, conseguia dar cantadas na moça do bar, conseguia até mesmo “alugar” uma completa desconhecida, mas não conseguia falar diretamente com a mulher que me fez atravessar a cidade só para vê-la.
E assim terminou a noite, eu despejando cantadas baratas numa mulher que eu nuca tinha visto, que estava a turistar por Brasília, enquanto que a única pessoa com quem eu realmente queria estar, estava do meu lado, vendo a cena acima descrita e com ela eu mal conseguia falar. Alguém que me despertou uma profunda paixão me deixou mudo, e uma mulher qualquer ouviu tudo que eu queria ter dito para outra pessoa.
Nessas horas eu penso o quanto eu detesto realmente gostar de alguém, pois os caminhos qu eu sigo nessas horas são sempre os mais errados possíveis. Parece que meu subconsciente me sabota, apenas para não me ver mais feliz. E assim, mais uma vez, eu suponho que perdi alguém que eu poderia ter amado. Mais uma mulher passou pela estrada da minha vida e não foi aquela que eu queria.

comentários

  1. Thaina says:
    4 de outubro de 2009 09:17

    Ouch. Foi quase como voltar a ter 12 anos

  2. Thaina says:
    4 de outubro de 2009 09:17

    Ouch. Foi quase como voltar a ter 12 anos