Antes de mais nada eu já vou logo avisando: os fãs de rock progressivo vão se sentir extremamente ofendidos com o que eu vou escrever aqui.
Vira e mexe tem sempre algo bizarro que toma proporções absurdas devido a internet. Uma das mais bizarras que eu consigo me lembrar é o “trololó”. Pra quem nunca viu trata-se de uma “música” (sim, entre aspas, o troço é estranho demais até pra ser chamdo de música) onde um cantar repete “trololololóóóóó” por intermináveis 2 minutos e meio. Para os que querem se torturar com essa pérola da música mundial, abaixo o link do youtube para o clipe:
http://www.youtube.com/watch?v=pYU7oG2V7uc
Mas o meu grande problema em ter ouvido essa música ai de cima está no fato de que eu quase que inconscientemente me lembrei de outra música. Essa outra música mais dentro do rock n’ roll. No fim dos anos 60 surgiu uma banda holandesa chamada “Focus”, o som deles era um rock progressivo quase todo instrumental com influências fortíssimas de música clássica. O problema surge é quando se ouve um dos maiores sucessos deles, a música “Ocus Pocus”. Pra mim ligar as vocalizações de Thisj van Leer com o nosos conhecido e já citado “trololó” foi quase impossível. As vezes ao ouvir “Ocus Pocus” eu mesmo tenho quase certeza de estar ouvindo claramente “trololó” cantado em alto e bom som. Segue o vídeo da música abaixa, para os que quiserem ouvir e me criticar dizendo que não tem nada a ver o que eu disse:
http://www.youtube.com/watch?v=bpV5InLw52U&feature=related
Por último, só quero reafirmar que os fãs do Focus ou de rock progressivo não precisam me matar. Não me xinguem muito no buzz ou no twitter. Até mais.
Ode à Barba
segunda-feira, 26 de abril de 2010 | Published in | 0 comentários
Os pêlos que nascem na face de um homem devem ser cultivados e ostentados com orgulho perante a sociedade. Esse negócio de tirar os pelos do rosto, sinceramente, um cara que faz isso não deve ser levado a sério. A barba impõe respeito, dá distinção e ar superior, por assim dizer. Homens que não tem barba grande são crianças que ainda não atingiram a maturidade. Por isso esse texto se presta a defender aqueles que usam a barba grande.
Motivos para deixar a barba crescer existem aos montes. No meu caso é simples: eu fico melhor de barba do que sem, e isso é fato confirmado por algumas ex namoradas. Mas para aqueles que procuram motivos para deixarem o barbeador de lado, vou aqui relatar o mais importante: barba impõe respeito!
Sim, isso mesmo, barba impõe respeito mesmo. E eu vou provar pra vocês que eu estou certo.
Tomemos como exemplo o ator Ryan Hurst. Vejam essa foto dele:
http://s11.bdbphotos.com/images/orig/c/a/ca12puj3y32l21ul.jpg
Você levaria esse cara a sério? É claro que não. Alguém com cara de que foi criado pela avó não me meteria medo, seria alguém que teria o meu desprezo. O típico cara que tem a namorada roubada durante o filme. Mas veja esse mesmo ator caracterizado como seu personagem em Sons Of Anarchy, o Opie Winston:
http://images2.fanpop.com/images/quiz/291000/291080_1253090515825_263_400.jpg
Por incrível que pareça é o mesmo ator. Mas esse cara sim da segunda foto merece respeito. Ele seria o cara que rouba a namorada do cara da primeira imagem.
Somente esse argumento não basta? Pois bem, tenho um outro argumento: Sebastien Chabal, jogador de rugby francês. Uma foto dele antiga do lado de uma mais atual:
http://breakfastatmurrayfield.com/wp-content/uploads/2009/07/seabass.jpg
Na foto da esquerda ele parece um cara que ta com “raivinha”. Na segunda é que ele parece mau de verdade.
Pra isso serve uma ostentosa barba. Cultive bem os pêlos que crescem em seu rosto, pois são eles que lhe trarão respeito. E lembre-se que após alguns anos de barba grande, um dia você poderá ser digno de ostentar um bigode, porque “armas não matam pessoas, pessoas de bigode matam pessoas”.
Motivos para deixar a barba crescer existem aos montes. No meu caso é simples: eu fico melhor de barba do que sem, e isso é fato confirmado por algumas ex namoradas. Mas para aqueles que procuram motivos para deixarem o barbeador de lado, vou aqui relatar o mais importante: barba impõe respeito!
Sim, isso mesmo, barba impõe respeito mesmo. E eu vou provar pra vocês que eu estou certo.
Tomemos como exemplo o ator Ryan Hurst. Vejam essa foto dele:
http://s11.bdbphotos.com/images/orig/c/a/ca12puj3y32l21ul.jpg
Você levaria esse cara a sério? É claro que não. Alguém com cara de que foi criado pela avó não me meteria medo, seria alguém que teria o meu desprezo. O típico cara que tem a namorada roubada durante o filme. Mas veja esse mesmo ator caracterizado como seu personagem em Sons Of Anarchy, o Opie Winston:
http://images2.fanpop.com/images/quiz/291000/291080_1253090515825_263_400.jpg
Por incrível que pareça é o mesmo ator. Mas esse cara sim da segunda foto merece respeito. Ele seria o cara que rouba a namorada do cara da primeira imagem.
Somente esse argumento não basta? Pois bem, tenho um outro argumento: Sebastien Chabal, jogador de rugby francês. Uma foto dele antiga do lado de uma mais atual:
http://breakfastatmurrayfield.com/wp-content/uploads/2009/07/seabass.jpg
Na foto da esquerda ele parece um cara que ta com “raivinha”. Na segunda é que ele parece mau de verdade.
Pra isso serve uma ostentosa barba. Cultive bem os pêlos que crescem em seu rosto, pois são eles que lhe trarão respeito. E lembre-se que após alguns anos de barba grande, um dia você poderá ser digno de ostentar um bigode, porque “armas não matam pessoas, pessoas de bigode matam pessoas”.
Uniformes
terça-feira, 17 de novembro de 2009 | Published in | 1 comentários
Não, não vou entrar aqui em qualquer discussão sobre roupas ou fazer um discurso longo sobre a uniformização do pensamento que insiste em ocorrer hoje em dia. O assunto de hoje é mais prosaico (adoro usar essa palavra, que bom que tive a oportunidade).
Uniformes, do título, faz referência a uma música do Kid Abelha, uma das faixas do disco Educação Sentimental, de 1985, e ouvir essa música me traz uma boa lembrança de algo que me aconteceu, ou melhor, de uma pessoa que me aconteceu.
No meu último ano do segundo grau eu conheci uma pessoa pra lá de especial. Essa pessoa era minha professora de química orgânica. Se me perguntar se eu lembro algo da matéria eu sou obrigado a responder que não. Acho que química orgânica foi algo que eu aprendi apenas no segundo grau e nunca mais usei, mas acabei que desenvolvi uma certa amizade com a professora. De minha parte era claramente um affair, da parte dela eu sou obrigado a admitir que, na época, eu não fazia a menor idéia, mas na minha cabeça de adolescente eu me sentia correspondido. Mas enfim, eu não realizei a fantasia de 90% dos jovens de ficar com uma professora, que diga-se de passagem a R. (claro que vou usar apenas uma referência, não vou dizer o nome dela aqui) era linda, e ficava ainda mais charmosa quando estava de óculos.
Mas nada aconteceu, pelo menos não naquela época. Os anos passaram, veio a faculdade, e eu lembro que eu tinha acabado de me formar quando uma amiga minha me chamou pra ir numa festa. Sem muita coisa pra fazer, acabei indo nessa festa, sem esperar muita coisa, porém essa festa me trouxe boas surpresas.
Logo no começo da festa uma mulher veio falar comigo, juro que não a reconheci a primeira vista, mas a achei muito bonita. Com menos de um minuto de conversa eu a reconheci, era R. a minha antiga professora de química orgânica, e que continuava linda, ou melhor, estava até mesmo mais bonita. Conversamos bastante naquela noite, trocamos telefones e um tempo depois combinamos de sair. O mais engraçado foi os motivos dessa “saída”... Saímos para tocar violão, ou melhor, pra ela tocar violão, pois eu sou uma negação com esse instrumento. Sim, por mais estranho que pareça, foi isso, meu primeiro encontro com ela, foi para ela tocar violão pra mim, e “Uniformes” foi a primeira música que ela tocou.
Foi uma noite ótima, ela sempre foi simpática e divertida, e me ganhou ao me fazer uma serenata. Tivemos um breve relacionamento a partir dessa noite, e apesar da nossa diferença de idade (eu tinha 24 e ela tinha 39) naquela época, pra mim, isso era o que menos importava.
Com o tempo nos afastamos, mas todas as vezes que ouço “Uniformes” eu não consigo deixar de me lembrar das ótimas noites que passei ao lado da minha professora e do belo sorriso que ela me dava quando tocava violão pra mim.
Uniformes, do título, faz referência a uma música do Kid Abelha, uma das faixas do disco Educação Sentimental, de 1985, e ouvir essa música me traz uma boa lembrança de algo que me aconteceu, ou melhor, de uma pessoa que me aconteceu.
No meu último ano do segundo grau eu conheci uma pessoa pra lá de especial. Essa pessoa era minha professora de química orgânica. Se me perguntar se eu lembro algo da matéria eu sou obrigado a responder que não. Acho que química orgânica foi algo que eu aprendi apenas no segundo grau e nunca mais usei, mas acabei que desenvolvi uma certa amizade com a professora. De minha parte era claramente um affair, da parte dela eu sou obrigado a admitir que, na época, eu não fazia a menor idéia, mas na minha cabeça de adolescente eu me sentia correspondido. Mas enfim, eu não realizei a fantasia de 90% dos jovens de ficar com uma professora, que diga-se de passagem a R. (claro que vou usar apenas uma referência, não vou dizer o nome dela aqui) era linda, e ficava ainda mais charmosa quando estava de óculos.
Mas nada aconteceu, pelo menos não naquela época. Os anos passaram, veio a faculdade, e eu lembro que eu tinha acabado de me formar quando uma amiga minha me chamou pra ir numa festa. Sem muita coisa pra fazer, acabei indo nessa festa, sem esperar muita coisa, porém essa festa me trouxe boas surpresas.
Logo no começo da festa uma mulher veio falar comigo, juro que não a reconheci a primeira vista, mas a achei muito bonita. Com menos de um minuto de conversa eu a reconheci, era R. a minha antiga professora de química orgânica, e que continuava linda, ou melhor, estava até mesmo mais bonita. Conversamos bastante naquela noite, trocamos telefones e um tempo depois combinamos de sair. O mais engraçado foi os motivos dessa “saída”... Saímos para tocar violão, ou melhor, pra ela tocar violão, pois eu sou uma negação com esse instrumento. Sim, por mais estranho que pareça, foi isso, meu primeiro encontro com ela, foi para ela tocar violão pra mim, e “Uniformes” foi a primeira música que ela tocou.
Foi uma noite ótima, ela sempre foi simpática e divertida, e me ganhou ao me fazer uma serenata. Tivemos um breve relacionamento a partir dessa noite, e apesar da nossa diferença de idade (eu tinha 24 e ela tinha 39) naquela época, pra mim, isso era o que menos importava.
Com o tempo nos afastamos, mas todas as vezes que ouço “Uniformes” eu não consigo deixar de me lembrar das ótimas noites que passei ao lado da minha professora e do belo sorriso que ela me dava quando tocava violão pra mim.
Guias - Segunda Parte
quinta-feira, 12 de novembro de 2009 | Published in | 0 comentários
Peço desculpas pela demora em postar. Férias e alguns problemas pessoais (resumindo, falta de saco também). Segue abaixo mais um trecho da história que comecei a um tempo atrás.
_______
O tempo passa para a nossa personagem assim como para qualquer outra pessoa. O peso dos anos nos torna aos poucos diferentes... O primeiro namorado, a primeira relação sexual, as primeiras decepções. Ao abrir o coração para outro ser humano nos expomos e com isso um leve sofrimento passa a nos acompanhar, mesmo que esse leve sofrimento esteja sempre ao lado de uma alegria.
A aranha gigante ainda acompanhava nossa personagem nos primeiros anos de faculdade. Os olhares desconfiados que existiam no segundo grau passaram a não mais importar, a opinião dos outros passou a não mais importar, afinal a aranha gigante dava confiança para que essa jovem cuja história eu estou narrando enfrentasse qualquer coisa. No emaranhado de suas próprias teias nossa personagem era a rainha e ao seu redor nada mais importava. A aranha ao seu lado era a melhor companhia que ela poderia ter, afinal ninguém mais via a criatura ao seu lado e todos estranhavam quando ela se fechava sozinha no quarto, ou melhor, nem tão sozinha assim.
A faculdade veio, como já disse acima. O curso? Bem, essa é outra coisa que não importa no momento, só precisamos lembrar que o gosto por ficar sozinha ainda era presente nessa garota, que nesse momento já devemos chamar de mulher. O problema, é que mesmo para os que gostam de ficar sozinhos, uma turma cheia de alunos nos obriga a ter um contato maior com outras pessoas. E desse contato veio uma característica diferente, que nossa personagem até o momento achava que não tinha, uma agressividade e uma capacidade para se impor que assustava algumas pessoas. Era como se, nos momento que fosse necessário, ela atacasse com uma tremenda fúria para defender seus interesses, e devemos sentir pena dos que tentavam ficar pelo caminho.
Essa transformação não foi brusca. Ou melhor, não houve transformação. Apenas em um outro momento da vida, uma característica inata aparece mais do que em outros momentos, e nesta altura da vida, essa característica que acabei de descrever se sobrepôs as outras. E devido a isso, o diálogo que transcrevo abaixo ocorreu numa noite de lua cheia igual a da primeira vez que elas se viram:
- Deixe-me olhar pra vc. Levante-se... – disse a aranha com voz suave. E continuou:
- Você está diferente agora, parece que não mais se esconde ou prefere ficar a sós comigo. Agora você anda altiva, como se ninguém mais pudesse te atacar, impondo sua vontade.
- O tempo passa e temos que aprender a reagir de outras formas em diferentes situações. Não mais podia deixar os outros de lado, tive que começar a me impor. – disse a nossa personagem.
- Eu sei, e sei também o quanto isso lhe faz bem... Só lamento que por causa disso eu tenho que ir embora...
- Mas por quê? Disse a garota, ou melhor, a mulher, num tom de voz choroso e com lágrimas começando a saltar aos olhos.
- Eu ainda sou parte de você, mas não mais sou a sua principal. Não chore, a vida é assim, já aconteceu antes e ainda acontecerá de novo. Durma, e amanhã acorde para uma nova vida.
E triste, nossa personagem resolveu dormir, e uma última vez tocou nos pelos grossos da aranha e encarou aqueles olhos que piscaram em sinal de satisfação. Ela fechou os olhos, enxugou as lágrimas e por fim disse adeus a sua melhor amiga.
No dia seguinte nossa personagem acordou com um tremendo sentimento de perda latejando fundo em seu peito. Mas esse sentimento não durou muito, afinal ela pode ver um enorme tubarão branco que parecia nadar pelo céu sobre sua cama piscar seus profundos olhos totalmente negros e dizer numa voz estridente, que mais parecia dentes cortando aço, mas ainda feminina:
- Bom dia...
_______
O tempo passa para a nossa personagem assim como para qualquer outra pessoa. O peso dos anos nos torna aos poucos diferentes... O primeiro namorado, a primeira relação sexual, as primeiras decepções. Ao abrir o coração para outro ser humano nos expomos e com isso um leve sofrimento passa a nos acompanhar, mesmo que esse leve sofrimento esteja sempre ao lado de uma alegria.
A aranha gigante ainda acompanhava nossa personagem nos primeiros anos de faculdade. Os olhares desconfiados que existiam no segundo grau passaram a não mais importar, a opinião dos outros passou a não mais importar, afinal a aranha gigante dava confiança para que essa jovem cuja história eu estou narrando enfrentasse qualquer coisa. No emaranhado de suas próprias teias nossa personagem era a rainha e ao seu redor nada mais importava. A aranha ao seu lado era a melhor companhia que ela poderia ter, afinal ninguém mais via a criatura ao seu lado e todos estranhavam quando ela se fechava sozinha no quarto, ou melhor, nem tão sozinha assim.
A faculdade veio, como já disse acima. O curso? Bem, essa é outra coisa que não importa no momento, só precisamos lembrar que o gosto por ficar sozinha ainda era presente nessa garota, que nesse momento já devemos chamar de mulher. O problema, é que mesmo para os que gostam de ficar sozinhos, uma turma cheia de alunos nos obriga a ter um contato maior com outras pessoas. E desse contato veio uma característica diferente, que nossa personagem até o momento achava que não tinha, uma agressividade e uma capacidade para se impor que assustava algumas pessoas. Era como se, nos momento que fosse necessário, ela atacasse com uma tremenda fúria para defender seus interesses, e devemos sentir pena dos que tentavam ficar pelo caminho.
Essa transformação não foi brusca. Ou melhor, não houve transformação. Apenas em um outro momento da vida, uma característica inata aparece mais do que em outros momentos, e nesta altura da vida, essa característica que acabei de descrever se sobrepôs as outras. E devido a isso, o diálogo que transcrevo abaixo ocorreu numa noite de lua cheia igual a da primeira vez que elas se viram:
- Deixe-me olhar pra vc. Levante-se... – disse a aranha com voz suave. E continuou:
- Você está diferente agora, parece que não mais se esconde ou prefere ficar a sós comigo. Agora você anda altiva, como se ninguém mais pudesse te atacar, impondo sua vontade.
- O tempo passa e temos que aprender a reagir de outras formas em diferentes situações. Não mais podia deixar os outros de lado, tive que começar a me impor. – disse a nossa personagem.
- Eu sei, e sei também o quanto isso lhe faz bem... Só lamento que por causa disso eu tenho que ir embora...
- Mas por quê? Disse a garota, ou melhor, a mulher, num tom de voz choroso e com lágrimas começando a saltar aos olhos.
- Eu ainda sou parte de você, mas não mais sou a sua principal. Não chore, a vida é assim, já aconteceu antes e ainda acontecerá de novo. Durma, e amanhã acorde para uma nova vida.
E triste, nossa personagem resolveu dormir, e uma última vez tocou nos pelos grossos da aranha e encarou aqueles olhos que piscaram em sinal de satisfação. Ela fechou os olhos, enxugou as lágrimas e por fim disse adeus a sua melhor amiga.
No dia seguinte nossa personagem acordou com um tremendo sentimento de perda latejando fundo em seu peito. Mas esse sentimento não durou muito, afinal ela pode ver um enorme tubarão branco que parecia nadar pelo céu sobre sua cama piscar seus profundos olhos totalmente negros e dizer numa voz estridente, que mais parecia dentes cortando aço, mas ainda feminina:
- Bom dia...
Girls Along The Road
domingo, 4 de outubro de 2009 | Published in | 1 comentários
Um breve intervalo na história que estou a contar apenas para contar outra história. O álcool que percorre meu sangue é a única coisa que me mantém lúcido o suficiente para poder destilar com todo o ódio que habita em mim os acontecimentos dessa noite. E antes de entrar em maiores detalhes da desgraça, sou obrigado a dizer que o único alvo de todo o ódio que sinto nesse momento é apenas uma pessoa: eu mesmo.
Num determinado show que ocorreu nesta cidade eu encontrei com uma mulher com a qual já tinha ficado mas que ainda conseguia mexer comigo. O simples sorriso que ela me deu serviu para que as semanas seguintes fossem diferentes, pois sempre me lembrava dela com uma alegre, e idiota, expressão de felicidade em meu rosto. Devido a essa expressão eu tomei a coragem de voltar a manter contato com ela, fazendo com que aquele antigo endereço de MSN, a muito esquecido voltasse a ser utilizado. A semana foi ótima, com uma longa troca de e-mails e algumas conversas interessantes. E falar com ela me fez bem, pois a simples possibilidade de encontrá-la alegrou meu fim de semana.
Antes de encontrar com essa mulher me vi envolvido numa festa de família. E esta de festa de família me causou extrema agonia, pois o tempo não passava e a vontade de ver essa mulher me corria por dentro. Sai as pressas dessa festa, com o único intuito de ver a mulher dos cabelos vermelhos num bar dessa cidade. No carro fui ensaiando o que falar pra ela e podia já sentir os lábios dela tocando nos meus. Mas infelizmente o mundo não é perfeito e eu muito menos, assim que vi essa mulher que mexeu tanto comigo eu tive a mais inesperada das reações: eu travei! Não conseguia falar com ela direito, não conseguia me expressar, e somente tinha poucas frases desconexas balbuciadas ao tentar impressioná-la. Eu não conseguia ser eu mesmo e tudo isso devido a apenas um sorriso que ela me deu, um sorriso que me desmontou e me transformou num outro ser cujo dom da fala fora negado.
Eu somente podia olhar pra ela e sentir meu peito quase explodindo com as batidas do meu coração. Todas as frases ensaiadas foram esquecidas em instantes. Eu conseguia conversar com os meus amigos, conseguia dar cantadas na moça do bar, conseguia até mesmo “alugar” uma completa desconhecida, mas não conseguia falar diretamente com a mulher que me fez atravessar a cidade só para vê-la.
E assim terminou a noite, eu despejando cantadas baratas numa mulher que eu nuca tinha visto, que estava a turistar por Brasília, enquanto que a única pessoa com quem eu realmente queria estar, estava do meu lado, vendo a cena acima descrita e com ela eu mal conseguia falar. Alguém que me despertou uma profunda paixão me deixou mudo, e uma mulher qualquer ouviu tudo que eu queria ter dito para outra pessoa.
Nessas horas eu penso o quanto eu detesto realmente gostar de alguém, pois os caminhos qu eu sigo nessas horas são sempre os mais errados possíveis. Parece que meu subconsciente me sabota, apenas para não me ver mais feliz. E assim, mais uma vez, eu suponho que perdi alguém que eu poderia ter amado. Mais uma mulher passou pela estrada da minha vida e não foi aquela que eu queria.
Num determinado show que ocorreu nesta cidade eu encontrei com uma mulher com a qual já tinha ficado mas que ainda conseguia mexer comigo. O simples sorriso que ela me deu serviu para que as semanas seguintes fossem diferentes, pois sempre me lembrava dela com uma alegre, e idiota, expressão de felicidade em meu rosto. Devido a essa expressão eu tomei a coragem de voltar a manter contato com ela, fazendo com que aquele antigo endereço de MSN, a muito esquecido voltasse a ser utilizado. A semana foi ótima, com uma longa troca de e-mails e algumas conversas interessantes. E falar com ela me fez bem, pois a simples possibilidade de encontrá-la alegrou meu fim de semana.
Antes de encontrar com essa mulher me vi envolvido numa festa de família. E esta de festa de família me causou extrema agonia, pois o tempo não passava e a vontade de ver essa mulher me corria por dentro. Sai as pressas dessa festa, com o único intuito de ver a mulher dos cabelos vermelhos num bar dessa cidade. No carro fui ensaiando o que falar pra ela e podia já sentir os lábios dela tocando nos meus. Mas infelizmente o mundo não é perfeito e eu muito menos, assim que vi essa mulher que mexeu tanto comigo eu tive a mais inesperada das reações: eu travei! Não conseguia falar com ela direito, não conseguia me expressar, e somente tinha poucas frases desconexas balbuciadas ao tentar impressioná-la. Eu não conseguia ser eu mesmo e tudo isso devido a apenas um sorriso que ela me deu, um sorriso que me desmontou e me transformou num outro ser cujo dom da fala fora negado.
Eu somente podia olhar pra ela e sentir meu peito quase explodindo com as batidas do meu coração. Todas as frases ensaiadas foram esquecidas em instantes. Eu conseguia conversar com os meus amigos, conseguia dar cantadas na moça do bar, conseguia até mesmo “alugar” uma completa desconhecida, mas não conseguia falar diretamente com a mulher que me fez atravessar a cidade só para vê-la.
E assim terminou a noite, eu despejando cantadas baratas numa mulher que eu nuca tinha visto, que estava a turistar por Brasília, enquanto que a única pessoa com quem eu realmente queria estar, estava do meu lado, vendo a cena acima descrita e com ela eu mal conseguia falar. Alguém que me despertou uma profunda paixão me deixou mudo, e uma mulher qualquer ouviu tudo que eu queria ter dito para outra pessoa.
Nessas horas eu penso o quanto eu detesto realmente gostar de alguém, pois os caminhos qu eu sigo nessas horas são sempre os mais errados possíveis. Parece que meu subconsciente me sabota, apenas para não me ver mais feliz. E assim, mais uma vez, eu suponho que perdi alguém que eu poderia ter amado. Mais uma mulher passou pela estrada da minha vida e não foi aquela que eu queria.
Guias - Primeira Parte
sexta-feira, 11 de setembro de 2009 | Published in | 0 comentários
Existe algo de muito estranho no que eu escrevo, e quando digo estranho me refiro ao fato de que raramente batizo meus personagens. A explicação pra isso é simples, afinal espero um certo tipo de identificação com meus personagens, e a partir desse momento eu não os batizo para que cada pessoa possa inserir seu próprio nome na lacuna deixada por esse vazio. Na presente história não poderia ser diferente, e por mais bizarra que ela pareça a princípio, espero dessa vez conseguir algum tipo de identificação por menor que esta seja. Mas essas conversas com os leitores não contribuem em nada para o desenrolar da história e justamente por isso, não me alongo demais nesse “bate-papo” e sigo com meu objetivo principal que é contar histórias.
E dizia-se que ela passava muito tempo sozinha. Mas não era sozinha, sozinha como esperamos que seja o significado de ficar sozinha, como se ela fosse excluída ou como se ela fosse uma solteirona, encalhada ou feia. Na verdade quem se excluía era ela, pois o silêncio lhe era agradável e a maioria das pessoas, falando o tempo todo, sempre alto e sempre sem parar doía, incomodava, por esse motivo ela preferia ficar sozinha. Por essas razões a hora do dia que ela mais gostava era a noite, pois era a hora que no escuro ela poderia ficar quieta no quarto, sentindo o silêncio e apreciando essa paz que somente a escuridão poderia trazer
Nessas horas em que ficava a sós consigo mesma, ela sempre se sentia confortável. Era quase como se houvesse alguém em meio a escuridão que, silenciosamente, lhe fazia companhia. E o mais interessante era que essa companhia era extremamente agradável. Desde criança ela sentia essa companhia quando ficava sozinha, como se um amigo tivesse sempre de olho nela, vendo se tudo estaria certo e agradável pra ela, isso tudo sem nunca dizer uma palavra.
O grande problema disso tudo é que essa simples sensação, que ela encarou como a sua resposta ao silêncio não era nada do que ela pensava, mas isso ela só descobriu quando já estava na adolescência. O tempo passa, crescemos, as companhias alegres da família aos poucos parecem chatas e entediantes quando se entra nessa fase, sempre acompanhada de contestação e fúria, mas para alguém como nossa personagem, que sempre preferiu ficar sozinha, a adolescência veio acompanhada de receios de outras jovens e de outros jovens e não se sabe muito bem os motivos para isso, se era pela roupa preta, pelo espírito contestador ou se apenas pelo fato de que se interessava por coisas diferentes demais da maioria. Somente se sabia que a solidão agradável dos anos de criança, ainda era agradável nos anos de adolescência, mas que agora possuía um sabor mais amargo, um leve ponta de solidão que, dessa vez, poderia ser compreendido no sentido estrito (e mais cruel) da palavra solidão.
Numa noite solitária, onde um coração se sentia frio como montanhas cobertas de neve, foi que aconteceu. Silêncio... ela tinha uns 15 anos pelo que se lembra e o dia tinha sido excepcionalmente ruim. Hoje lembrar os motivos pelos quais o dia tinha sido ruim não são mais relevantes, e acho que ela nem mais se lembra, deveria ser algo relacionado a falsas amigas, a olhares discriminatórios devido ao jeito de ser, qualquer preconceito que um adolescente fora do padrão sofre, mas ao certo não há como saber. Naquele dia excepcional a solidão e o silêncio e a escuridão serviam para aplacar a dor e o peso em seu coração, e justamente, no momento em que uma única lágrima furtiva escorria pelo seu rosto ela viu o reflexo da luz da lua entrando pela janela em oito bolas negras que fixamente olhavam pra ela.
Ao perceber a tais “bolas negras”, foi como se estas piscassem, com uma leve expressão de perplexidade. A nossa personagem teve um breve susto, aceitável até, por não saber o que era aquilo ou o que estava acontecendo. Após respirar fundo ela se levantou de sua cama procurando acender a luz, e antes mesmo que pudesse colocar o primeiro pé no chão ela ouviu uma voz, feminina, lhe dizer suavemente:
- Por favor, não.
Com toda certeza, agora ela poderia ter certeza de que havia algo ou alguém com ela e que esse alguém era responsável pelas pequenas bolas negras que ela via soltas no ar e que brilhavam ao reflexo da luz da lua que entrava pelas frestas da cortina. Mas apesar dessa certeza, a voz que ouviu lhe confortou ao ponto do susto ter ido embora, e uma estranha sensação de paz tomar conta dela. Nesse momento ela ouviu a mesma voz lhe dizer:
- A luz costuma me incomodar, por isso não acenda.
E mais uma vez pareceu que as bolinhas negras piscavam pra ela.
A nossa personagem, com certa, naturalidade, ao invés de perguntar um “quem é você?” ou um “o que você faz aqui”, preferiu como primeira pergunta apenas dizer:
- Deixe-me olhar para você.
E ainda sentada em sua cama, a garota pode perceber uma haste negra com pêlos afastar as cortinas e deixar que toda a claridade da luz entrasse no quarto. Ela pode ver, sob a pálida luz da lua, que na verdade as bolas negras olhavam para ela de verdade pois eram olhos, e que na verdade eram oito bolas negras/olhos e que a haste que abriu as cortinas eram uma enorme pata com pêlos negros. Ela estava diante de uma aranha, negra e com pêlos negros tão negros quanto seus olhos, patas longas que faziam com que a aranha tivesse quase um metro de altura, e ela era monstruosa e linda aos olhos da nossa personagem.
Ela, a garota, não sentiu medo, apenas esboçou um leve sorriso, sentindo dentro de si uma felicidade estranha e uma sensação de amizade como ela nunca havia antes sentido. A nossa garota se limitou a olhar para a aranha e dizer com calma:
- Agora que eu te vi, eu não preciso perguntar quem você é. Eu sei exatamente quem você mas não consigo explicar com palavras, apenas sei e isso é que importa, e me sinto feliz de poder te ver. Quero apenas que me diga se era você das outras vezes.
E a aranha respondeu:
- Na maioria das vezes sim, houve outro antes de mim, mas foi por pouco tempo.
E ambas, a garota e a aranha, ficaram em silêncio novamente. Sentiam que não precisavam, e nem queriam, conversar, mas apenas a presença de uma já fazia bem a outra e fazia com que o sentimento de solidão se dissipasse.
E dizia-se que ela passava muito tempo sozinha. Mas não era sozinha, sozinha como esperamos que seja o significado de ficar sozinha, como se ela fosse excluída ou como se ela fosse uma solteirona, encalhada ou feia. Na verdade quem se excluía era ela, pois o silêncio lhe era agradável e a maioria das pessoas, falando o tempo todo, sempre alto e sempre sem parar doía, incomodava, por esse motivo ela preferia ficar sozinha. Por essas razões a hora do dia que ela mais gostava era a noite, pois era a hora que no escuro ela poderia ficar quieta no quarto, sentindo o silêncio e apreciando essa paz que somente a escuridão poderia trazer
Nessas horas em que ficava a sós consigo mesma, ela sempre se sentia confortável. Era quase como se houvesse alguém em meio a escuridão que, silenciosamente, lhe fazia companhia. E o mais interessante era que essa companhia era extremamente agradável. Desde criança ela sentia essa companhia quando ficava sozinha, como se um amigo tivesse sempre de olho nela, vendo se tudo estaria certo e agradável pra ela, isso tudo sem nunca dizer uma palavra.
O grande problema disso tudo é que essa simples sensação, que ela encarou como a sua resposta ao silêncio não era nada do que ela pensava, mas isso ela só descobriu quando já estava na adolescência. O tempo passa, crescemos, as companhias alegres da família aos poucos parecem chatas e entediantes quando se entra nessa fase, sempre acompanhada de contestação e fúria, mas para alguém como nossa personagem, que sempre preferiu ficar sozinha, a adolescência veio acompanhada de receios de outras jovens e de outros jovens e não se sabe muito bem os motivos para isso, se era pela roupa preta, pelo espírito contestador ou se apenas pelo fato de que se interessava por coisas diferentes demais da maioria. Somente se sabia que a solidão agradável dos anos de criança, ainda era agradável nos anos de adolescência, mas que agora possuía um sabor mais amargo, um leve ponta de solidão que, dessa vez, poderia ser compreendido no sentido estrito (e mais cruel) da palavra solidão.
Numa noite solitária, onde um coração se sentia frio como montanhas cobertas de neve, foi que aconteceu. Silêncio... ela tinha uns 15 anos pelo que se lembra e o dia tinha sido excepcionalmente ruim. Hoje lembrar os motivos pelos quais o dia tinha sido ruim não são mais relevantes, e acho que ela nem mais se lembra, deveria ser algo relacionado a falsas amigas, a olhares discriminatórios devido ao jeito de ser, qualquer preconceito que um adolescente fora do padrão sofre, mas ao certo não há como saber. Naquele dia excepcional a solidão e o silêncio e a escuridão serviam para aplacar a dor e o peso em seu coração, e justamente, no momento em que uma única lágrima furtiva escorria pelo seu rosto ela viu o reflexo da luz da lua entrando pela janela em oito bolas negras que fixamente olhavam pra ela.
Ao perceber a tais “bolas negras”, foi como se estas piscassem, com uma leve expressão de perplexidade. A nossa personagem teve um breve susto, aceitável até, por não saber o que era aquilo ou o que estava acontecendo. Após respirar fundo ela se levantou de sua cama procurando acender a luz, e antes mesmo que pudesse colocar o primeiro pé no chão ela ouviu uma voz, feminina, lhe dizer suavemente:
- Por favor, não.
Com toda certeza, agora ela poderia ter certeza de que havia algo ou alguém com ela e que esse alguém era responsável pelas pequenas bolas negras que ela via soltas no ar e que brilhavam ao reflexo da luz da lua que entrava pelas frestas da cortina. Mas apesar dessa certeza, a voz que ouviu lhe confortou ao ponto do susto ter ido embora, e uma estranha sensação de paz tomar conta dela. Nesse momento ela ouviu a mesma voz lhe dizer:
- A luz costuma me incomodar, por isso não acenda.
E mais uma vez pareceu que as bolinhas negras piscavam pra ela.
A nossa personagem, com certa, naturalidade, ao invés de perguntar um “quem é você?” ou um “o que você faz aqui”, preferiu como primeira pergunta apenas dizer:
- Deixe-me olhar para você.
E ainda sentada em sua cama, a garota pode perceber uma haste negra com pêlos afastar as cortinas e deixar que toda a claridade da luz entrasse no quarto. Ela pode ver, sob a pálida luz da lua, que na verdade as bolas negras olhavam para ela de verdade pois eram olhos, e que na verdade eram oito bolas negras/olhos e que a haste que abriu as cortinas eram uma enorme pata com pêlos negros. Ela estava diante de uma aranha, negra e com pêlos negros tão negros quanto seus olhos, patas longas que faziam com que a aranha tivesse quase um metro de altura, e ela era monstruosa e linda aos olhos da nossa personagem.
Ela, a garota, não sentiu medo, apenas esboçou um leve sorriso, sentindo dentro de si uma felicidade estranha e uma sensação de amizade como ela nunca havia antes sentido. A nossa garota se limitou a olhar para a aranha e dizer com calma:
- Agora que eu te vi, eu não preciso perguntar quem você é. Eu sei exatamente quem você mas não consigo explicar com palavras, apenas sei e isso é que importa, e me sinto feliz de poder te ver. Quero apenas que me diga se era você das outras vezes.
E a aranha respondeu:
- Na maioria das vezes sim, houve outro antes de mim, mas foi por pouco tempo.
E ambas, a garota e a aranha, ficaram em silêncio novamente. Sentiam que não precisavam, e nem queriam, conversar, mas apenas a presença de uma já fazia bem a outra e fazia com que o sentimento de solidão se dissipasse.
Estações
quarta-feira, 2 de setembro de 2009 | Published in | 0 comentários
Existe um problema sério com relação a estações que infelizmente é difícil de ser resolvido. Não, não estou falando de estações do ano, mas sim das estações pessoais. OK, isso ta começando a ficar confuso, vou explicar melhor: assim como o ano, as pessoas também possuem diferentes estações, sendo que algumas possuem mais do que primavera, verão, outono e inverno. Ainda confuso? Tá bom, explico mais ainda, as vezes uma determinada pessoa está passando por uma época na qual fica apaixonada mais fácil, ou que as vezes fica mais distante, e essas alterações de humor não tem nenhuma relação com problemas pessoais, a pessoa simplesmente está numa outra estação, num período em que ela reage de forma diferente ao que o mundo lhe mostra e lhe faz passar.
As vezes tudo se resumo a estação em que você se encontra. As reações a um problema que hoje foi difícil de resolver, numa outra época teria sido mais fácil. As vezes algo que você não liga hoje, pode faze com que você se importe depois de um tempo e mais pra frente ainda voltar a não se importar. E isso é muito interessante de se observar, o problema é quando se começa a observar isso nos relacionamentos e um evento dessa semana me fez refletir muito sobre isso.
A alguns meses estive numa festa em um bar, uma banda de alguns grandes amigos iria tocar e aproveitei a oportunidade pra ouvir boa música e rever pessoas que tinha um certo tempo que eu não via. Cheguei por lá por volta das 11 e meia da noite, tinha apenas tomado um banho frio no parque da cidade depois de um treino de Kung Fu Wyng Tjun (das 19:30 as 21:00) e de um treino de rugby (das 21:00 as 23:00). Aqui cabe um pequeno a parte: eu realmente tenho gostos estranhos e sei que aqueles que me lêem agora vão concordar depois dessa breve relato das minhas atividades. A música estava ótima, cerveja gelada, bons amigos... mas foi outra coisa que marcou essa noite pra mim.
Eu a vi de longe, vestido branco e laranja, dançando ao som da banda, cabelos na altura dos ombros, vermelhos. Como os que me lêem por aqui sabem, eu tenho um fraco por essa cor. Cheguei mais perto para vê-la, queria poder ver seu rosto afinal, e a achei linda. Mas tudo isso não foi o que me chamou mais atenção, pois ao passar do seu lado eu vi que ela era apenas um pouco mais baixa que eu, e pra mim com os meus 1,90 era difícil ver uma mulher tão alta. Sei que passei a noite toda olhando pra ela, mas não tive coragem de chegar, afinal, eu me sentia sujo e fedendo depois das atividades que já mencionei, mas pude vê-la conversando com uma amiga minha e isso foi excelente para o que veio a seguir.
Passei um tempo longo enchendo o saco dessa amiga minha para saber quem era a “ruiva alta daquele dia”. Troquei algumas informações com conhecidos e em pouco tempo já sabia o nome dela e a simples possibilidade de encontrar com ela já me fazia sair de casa.
Um tempo depois a encontrei numa festa, em outro bar. Mais pro fim da noite, olhei pra ela, tomei aquele último gole de cerveja e fui falar com ela. Foi divertido, ela foi simpática, alegre e eu adorei cada minuto. Tê-la beijado nesse dia deixou meu fim de semana mais alegre, até mesmo mandar uma mensagem de celular, as 04:30 da manhã pra um amigo que sabia dessa história toda, comentando que tinha ficado com a “ruiva alta” eu mandei, só pra perceber o nível de euforia que fiquei.
Mas infelizmente, quando nos encontramos pouco tempo depois, não sei por que motivo, mas acho que foi justamente por causa da estação em que me encontrava naquela época, não consegui botar pra fora e conversar com ela direito e expor como eu me sentia. Queria ter ficado com ela novamente, mas não sei os motivos ao certo, algo em mim não estava na estação certa. E a oportunidade passou e não mais senti os lábios dela nos meus.
O tempo passou, pessoas entraram e saíram da minha vida, e essa semana vi algo que me fez pensar nessa história toda. Através de uma dessas mídias sociais, (mais precisamente Orkut e aquele trocinho chamado “buddy poke” o qual eu nunca vi graça até então) eu pude ver que ela colocou a seguinte mensagem: “procurando por um amor”. Ao ver isso, a única coisa que eu pude pensar foi que gostaria de estar na mesma estação que ela quando nos beijamos, pois dessa forma poderia ter começado uma bela história.
Passei um tempo longo enchendo o saco dessa amiga minha para saber quem era a “ruiva alta daquele dia”. Troquei algumas informações com conhecidos e em pouco tempo já sabia o nome dela e a simples possibilidade de encontrar com ela já me fazia sair de casa.
Um tempo depois a encontrei numa festa, em outro bar. Mais pro fim da noite, olhei pra ela, tomei aquele último gole de cerveja e fui falar com ela. Foi divertido, ela foi simpática, alegre e eu adorei cada minuto. Tê-la beijado nesse dia deixou meu fim de semana mais alegre, até mesmo mandar uma mensagem de celular, as 04:30 da manhã pra um amigo que sabia dessa história toda, comentando que tinha ficado com a “ruiva alta” eu mandei, só pra perceber o nível de euforia que fiquei.
Mas infelizmente, quando nos encontramos pouco tempo depois, não sei por que motivo, mas acho que foi justamente por causa da estação em que me encontrava naquela época, não consegui botar pra fora e conversar com ela direito e expor como eu me sentia. Queria ter ficado com ela novamente, mas não sei os motivos ao certo, algo em mim não estava na estação certa. E a oportunidade passou e não mais senti os lábios dela nos meus.
O tempo passou, pessoas entraram e saíram da minha vida, e essa semana vi algo que me fez pensar nessa história toda. Através de uma dessas mídias sociais, (mais precisamente Orkut e aquele trocinho chamado “buddy poke” o qual eu nunca vi graça até então) eu pude ver que ela colocou a seguinte mensagem: “procurando por um amor”. Ao ver isso, a única coisa que eu pude pensar foi que gostaria de estar na mesma estação que ela quando nos beijamos, pois dessa forma poderia ter começado uma bela história.
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